Protesto Contra PEC da Blindagem e Anistia aos Golpistas toma Avenida Paulista, SP

Protesto contra a PEC da Blindagem e Anistia - Av: Paulista - SP.

A Avenida Paulista, em São Paulo, começou a receber neste domingo a militância e políticos de esquerda para um ato contra a anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos e em oposição à PEC da Blindagem, aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados na última terça-feira (16/9), em Brasília, conforme já noticiado pelo ND1, em reportagem que destacou a aprovação da PEC da Blindagem. No local de concentração, faixas e cartazes de movimentos sociais e sindicatos foram erguidos em protesto.

Entre as mensagens exibidas, destacava-se a frase “Nenhuma solidariedade a golpistas”. Em meio ao público, um manifestante fantasiado de Homem-Aranha agitava uma grande bandeira do Partido Comunista Brasileiro (PCB). 

Balões de sindicatos, especialmente de professores e de outras categorias, se misturavam na paisagem pouco antes do início do ato. Os manifestantes entoavam gritos de “sem anistia” e também palavras de ordem contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

No campo político, a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL) afirmou ao portal Metrópoles que a mobilização tem como objetivo reforçar que “as ruas não são da extrema direita” e criticou os parlamentares que apoiaram a PEC. “Os deputados que votaram a favor agora se arrependeram”, disse. Sua colega de partido, a deputada Luíza Erundina, também marcou presença e declarou: “Enquanto eu estiver viva, vou estar lutando”.

O ato deve contar ainda com a participação de outros nomes da política nacional, como os deputados federais Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB). Artistas também confirmaram presença, entre eles Marina Lima, Otto, Leoni, Jota.Pê e João Suplicy.

Além da mobilização em São Paulo, manifestações semelhantes foram convocadas em diversas cidades do país por partidos, movimentos sociais, artistas e influenciadores. Para analistas políticos, os protestos servirão como termômetro do poder de mobilização da esquerda, que, em comparação recente, tem reunido públicos menores do que os atos promovidos pela direita.

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