STF forma maioria para tornar réus acusados de atrapalhar investigação do caso Marielle


O Supremo Tribunal Federal avançou nesta quinta-feira em mais uma etapa de um dos casos criminais mais emblemáticos e sensíveis da história recente do Brasil. A Primeira Turma da Corte formou maioria para tornar réus três policiais civis acusados de atuar para atrapalhar as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Os votos favoráveis foram apresentados pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O julgamento ocorre no plenário virtual do STF.

Entre os acusados está o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, apontado pela Procuradoria-Geral da República como integrante de uma estrutura que teria atuado para dificultar o avanço das investigações. Também são alvos da denúncia o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto.

Segundo a PGR, os investigados teriam participado de ações para esconder provas, manipular diligências, usar informações falsas e criar obstáculos dentro da própria investigação que buscava identificar os responsáveis pelo assassinato da parlamentar.

Os bastidores da investigação, incluindo delações, perícias e provas técnicas analisadas pelo STF, se tornaram peças centrais para o avanço do caso.”

O caso de Marielle Franco se transformou em um dos episódios mais explosivos da política e da segurança pública brasileira. A vereadora foi executada a tiros em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro, em um crime que gerou repercussão internacional e levantou suspeitas sobre atuação de milícias, corrupção policial e interferência institucional.

As investigações passaram por anos de pressão pública, mudanças de rumos e denúncias envolvendo possíveis tentativas de sabotagem interna. O avanço do julgamento no STF agora amplia ainda mais a dimensão institucional do caso.

O processo acabou ultrapassando o debate criminal e passou a ser tratado como um marco no combate às milícias e à infiltração do crime organizado em estruturas do Estado

Nos bastidores jurídicos, ministros do Supremo avaliam que a nova ação penal pode aprofundar a responsabilização de agentes públicos suspeitos de agir para impedir o esclarecimento completo do crime.

O avanço do julgamento ocorre após o STF também condenar acusados apontados como mandantes do assassinato da vereadora.”

A decisão da Corte também aumenta a pressão sobre antigos integrantes da segurança pública fluminense em um momento em que o caso volta ao centro do debate político nacional.

O assassinato de Marielle Franco provocou repercussão internacional, mobilizou entidades de direitos humanos e continua influenciando debates sobre violência política e atuação das milícias no Brasil.

Com aprofundamento do ND1:

O assassinato de Marielle Franco atravessou governos, mudanças na Polícia Civil e disputas políticas ao longo dos últimos anos. O que inicialmente parecia apenas uma investigação criminal acabou revelando suspeitas de infiltração de interesses criminosos dentro de estruturas do próprio Estado.

Agora, o STF avança não apenas sobre os executores e mandantes já denunciados, mas também sobre pessoas acusadas de atuar nos bastidores para impedir que o caso fosse totalmente esclarecido.

Não vá ainda!

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