O Jogo Eleitoral Começou: As Convenções e os Desafios da Disputa
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| Foto: Divulgação / Presidência |
As convenções partidárias são consideradas a ante-sala do processo eleitoral, ou seja, a partir desta semana o jogo estará jogado e veremos quem concorrerá ao destino do País, do Estado ou do Congresso por 4 anos ou mais.
Com 54% das cadeiras em disputa no Senado, particularmente aqui no Rio de Janeiro, o jogo será difícil, pois o ex-prefeito, candidato agora a governador, Eduardo Paes, abre larga vantagem. Porém, a partida do jogo se desenrola, e mortos os adversários não estão.
Quanto às eleições, o que mais vemos, infelizmente, é o tão sofrido eleitor, às vezes usado como massa de manobra por "tenebrosas transações", como cantou Chico Buarque. De um lado, temos o pelotão dos candidatos nanicos à Presidência: Caiado, Zema e outros anões, uns que não conseguiram romper as cercas de seus estados, onde governam.
Do outro lado, o andar de cima, onde o jogo é pesado, temos os Bolsonaro, que toda semana erram e erram constantemente e, sem a áurea do pai, Jair Bolsonaro, que tem a simpatia de todos os frustrados, de parte do mercado financeiro e de presidentes loucos de outras nações, o que dá ao presidente Lula a oportunidade de ter a eleição mais fácil de sua longa história, indo para a sexta vitória à frente do País.
Hoje, o jogo do presidente Lula é jogar parado, ficar observando a capacidade de Flávio Bolsonaro ser travado pelos próprios fantasmas do passado e, quanto ao Congresso, esse pode ficar menos pior, mas isso não nos garante que os nobres deputados e senadores não continuarão a gastança desenfreada com seus "orçamentos secretos", dizendo que Lula deve cortar programas sociais, como fez nos últimos 3,7 anos.
Caberá ao presidente Lula desenrolar o nó, se vier a ser eleito. Boa sorte.
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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