Maior parte da costa fluminense é considerada vulnerável às mudanças climáticas
A maior parte da costa do estado do Rio de Janeiro apresenta alto grau de vulnerabilidade aos impactos das mudanças climáticas, como elevação do nível do mar, erosão costeira e aumento da frequência de eventos extremos. A conclusão consta em estudos recentes sobre o litoral fluminense, que alertam para riscos ambientais, sociais e econômicos em diversas regiões.
De acordo com as análises, municípios localizados ao longo da faixa costeira enfrentam maior exposição a alagamentos, ressacas, perda de praias e danos à infraestrutura urbana, sobretudo em áreas densamente ocupadas ou com planejamento urbano insuficiente. A combinação entre ocupação irregular, fragilidade ambiental e mudanças no regime climático amplia a vulnerabilidade dessas localidades.
Pesquisadores destacam que o avanço do nível do mar, associado ao aumento da temperatura global, pode provocar impactos permanentes em ecossistemas sensíveis, como restingas, manguezais e lagoas costeiras, além de afetar atividades econômicas estratégicas, como turismo, pesca e portos.
O cenário preocupa gestores públicos e especialistas em meio ambiente, que defendem a adoção de políticas de adaptação climática, investimentos em obras de proteção costeira e revisão dos planos diretores municipais. Medidas preventivas, segundo os estudos, são fundamentais para reduzir prejuízos futuros e proteger populações que vivem em áreas de risco.
A avaliação sobre a vulnerabilidade da costa fluminense reforça alertas já feitos por organismos nacionais e internacionais sobre a necessidade de ações coordenadas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, especialmente em regiões litorâneas, consideradas entre as mais suscetíveis aos impactos do aquecimento global.
