Crise na ALERJ embaralha o tabuleiro e transforma a sucessão ao governo do Rio em um campo minado
Este ano teremos eleições para o governo do Rio de Janeiro e, ao que tudo indica, Eduardo Paes é o grande favorito. Mas, no meio do caminho, há uma ponte — e uma ponte quebrada — com a implosão da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), pois o seu presidente se envolveu em maracutaias e foi preso, inviabilizando a sucessão ao governo do Estado.
Por outro lado, o governador Cláudio Castro articulou a posse de seu vice no TCE. Ou seja, Cláudio Castro ou não termina o mandato, pois enfrenta denúncias gravíssimas, como o escândalo do Banco Master, ou renuncia ao governo para disputar o Senado.
Sendo assim, fica vaga a cadeira de presidente da ALERJ, e entra em cena o prefeito do Rio, com sua bancada sendo sondada pelo próprio Lula para apoiar André Ceciliano, ex-presidente da Casa. No entanto, Eduardo Paes está cabreiro, pois ficaria dependente da palavra do presidente da República.
É confusão para mais de metro, já que o temor de Eduardo Paes é Quaquá, líder absoluto do PT, por quem Lula tem imenso carinho e total confiança.
Ou seja, o governo Cláudio Castro começou com uma bagunça e terminará em outra ainda maior. E toca o barco.
(Artigo Opinativo).
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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