Governo Donald Trump retira Estados Unidos de 66 organizações internacionais
Segundo o governo Trump, a medida faz parte de uma estratégia para reduzir compromissos considerados “oneroso” ou “contrários aos interesses nacionais”, além de cortar custos e limitar a influência de organismos internacionais sobre decisões internas dos EUA. A Casa Branca sustenta que muitas dessas entidades atuam de forma “politizada” e não entregam resultados concretos para a população americana.
Entre as organizações afetadas estão conselhos, agências especializadas e fóruns multilaterais que operam sob o guarda-chuva das Nações Unidas (ONU) e de outros sistemas internacionais. A lista completa das entidades não foi detalhada publicamente de forma individualizada, mas inclui organismos voltados a temas ambientais, humanitários e de governança global.
A decisão provocou reações imediatas da comunidade internacional, com diplomatas e analistas alertando que a saída dos EUA pode enfraquecer mecanismos de cooperação global e abrir espaço para maior influência de outras potências, como China e Rússia, em instâncias multilaterais.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a medida aprofunda o isolacionismo defendido por Trump, já visto em seu primeiro mandato, quando os Estados Unidos se retiraram de acordos como o Acordo de Paris sobre o clima e suspenderam participação em órgãos da ONU. Para críticos, a nova rodada de retiradas compromete a liderança global americana; para aliados do presidente, trata-se de uma reafirmação da soberania nacional.
Apesar das críticas, o governo Trump indicou que continuará participando apenas de organizações consideradas “estratégicas” e que tragam benefícios diretos aos interesses econômicos e de segurança dos Estados Unidos.
