EUA afirmam no Conselho de Segurança que ação não representa invasão à Venezuela

Os Estados Unidos negaram nesta segunda-feira, durante sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que estejam em guerra ou promovendo uma ocupação da Venezuela após a operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Em pronunciamento na ONU, o representante norte-americano embaixador Michael Waltzafirmou que a ação teve caráter “pontual e direcionado”, com base em acusações criminais apresentadas pela Justiça dos EUA, e não configura invasão, intervenção militar prolongada ou tentativa de controle territorial do país sul-americano.

Segundo a delegação dos Estados Unidos, o governo norte-americano segue comprometido com o direito internacional e com a proteção de civis, rejeitando as críticas feitas por países como China e Rússia, que classificaram a ação como ilegal e violadora da soberania venezuelana.

O diplomata também declarou que não há planos de ocupação permanente da Venezuela e que a operação não teve como objetivo interferir na administração do país, mas sim responsabilizar indivíduos acusados de crimes internacionais.

A fala ocorre em meio a forte tensão diplomática e a sucessivas reuniões do Conselho de Segurança para discutir o sequestro de Maduro, levado aos Estados Unidos sem autorização do governo venezuelano ou do próprio órgão da ONU.

Aliados de Caracas acusam Washington de agir de forma unilateral e de abrir um precedente perigoso nas relações internacionais. Já os Estados Unidos sustentam que suas ações são legais e necessárias, argumento que segue sendo contestado por parte da comunidade internacional.

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