Pequim e Moscou pressionam por soltura de Maduro após ação dos EUA

China e Rússia defenderam nesta segunda-feira, na Organização das Nações Unidas (ONU), a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, detido nos Estados Unidos após uma operação militar em território venezuelano.

Durante reunião do Conselho de Segurança, representantes dos dois países afirmaram que a ação norte-americana viola princípios básicos do direito internacional, da soberania nacional e da Carta da ONU. Segundo eles, a captura e transferência de um chefe de Estado sem autorização do próprio país ou do Conselho de Segurança cria um precedente perigoso para a ordem global.

A delegação chinesa declarou que a crise na Venezuela deve ser resolvida por meio do diálogo político interno, sem interferência externa, e pediu respeito à autodeterminação do povo venezuelano. Já a Rússia acusou os Estados Unidos de agir de forma unilateral e de desestabilizar a América Latina.

Os dois países também solicitaram que organismos internacionais acompanhem o caso e garantam os direitos legais de Maduro, que se declarou inocente das acusações apresentadas pela Justiça norte-americana.

O governo dos Estados Unidos, por sua vez, sustenta que a detenção é legítima e baseada em acusações criminais relacionadas a narcotráfico e terrorismo, alegações rejeitadas por Caracas e por aliados do governo venezuelano.

A situação segue no centro do debate diplomático internacional, com expectativa de novas sessões do Conselho de Segurança para discutir os desdobramentos políticos e jurídicos do caso.

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