Marinha e BNDES lançam força de resposta imediata a desastres ambientais no Bras

Nova tropa criada pela Marinha, com apoio do BNDES, vai atuar em operações de resgate, apoio humanitário e logística em áreas atingidas por desastres naturais e ambientais.

A Marinha do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentaram, nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, o projeto piloto da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais. A iniciativa tem como objetivo reforçar a capacidade do país em reagir a emergências ambientais e climáticas, prestando apoio humanitário e operacional em regiões afetadas por enchentes, deslizamentos, queimadas e outros desastres naturais.

A tropa, concebida no âmbito do Corpo de Fuzileiros Navais, foi criada para ser uma força de pronto emprego, anfíbia e expedicionária, preparada para atuar em missões de alta complexidade. O grupo poderá realizar desde o salvamento de populações isoladas até o apoio logístico em locais de difícil acesso, com recursos navais, aéreos e terrestres.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto representa uma ação concreta diante do aumento dos eventos extremos. “O Brasil vem se preparando para responder com eficiência e rapidez a eventos climáticos que têm se tornado mais frequentes. A parceria com a Marinha reforça o compromisso do BNDES com o desenvolvimento sustentável e a proteção da vida”, afirmou.

O lançamento da força ocorreu durante o Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, promovido pelo Programa Pró-Defesa, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), no Rio de Janeiro. O evento reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir estratégias de preparação e resposta a crises humanitárias, com foco no fortalecimento da cooperação entre instituições civis e militares.

Outro ponto importante do encontro foi a assinatura de um protocolo de intenções entre a Marinha e o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (UN OCHA). O acordo prevê o aprimoramento das ações conjuntas de resposta humanitária no continente americano, incluindo treinamentos, troca de informações e o desenvolvimento de planos integrados de operação.

As atividades do seminário seguem até esta sexta-feira (14), com debates sobre mudanças climáticas, gestão de riscos e o papel das Forças Armadas em operações humanitárias.

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