Entre cassações e disputas: o cenário político conturbado do Rio de Janeiro

Dos últimos 6 governadores do Rio de Janeiro, 8 foram cassados. A conta não fecha? Fecha sim. De Moreira Franco, passando por Cabral... e finalizando com Cláudio Castro, aquele que foi sem nunca ter sido, renunciou à cassação e foi o que menos importou.

A luz, mesmo que com prazo de validade, está sobre o Rio.

Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça e governador interino, está literalmente passando a faxina, demitindo milhares de fantasmas e realizando auditorias em centenas de contratos de origem, no mínimo, duvidosa. Mas, como eu disse antes, é melhor ele cuidar de sua segurança, pois “o Rio é fogo”, com a quadrilha que se apossou da cidade e do estado.

Em contrapartida, a banda (e que banda) podre do estado se articula de forma precisa e faz chantagem ao STF e ao TSE para que, depois de receber a presidência da Câmara (Alerj) do estado, Douglas Ruas, eleito presidente por voto secreto e baluarte do que tornou a política estadual uma vergonha nacional, exija que a administração do Executivo lhe seja entregue, mesmo diante do protesto de toda a bancada em repúdio, que não votou em sua eleição.

Enquanto isso, o Rio, entregue à própria sorte, tem um dos maiores índices de violência do país, além de greves e uma infinidade de problemas. “A casa onde falta pão, todos brigam e poucos têm razão”.

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EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

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