A Tentativa Frustrada de Fugir do Inevitável: Bolsonaro e a Crise da Tornozeleira
Não tem como não começar falando de Bolsonaro em sua epopeia rumo à Papuda. Ninguém fica feliz com a desgraça alheia, mas todos gostam de ver a justiça sendo cumprida. A história parece até um cordel, uma justificativa para tentar evitar o inevitável após Bolsonaro ter tentado destruir sua tornozeleira.
O enredo começa quando Ramagem foge para os EUA com medo da sentença já dada e promulgada de sua condenação. E, como Bolsonaro não tem histórico de assumir responsabilidades, tentou o impensável: eliminar a tornozeleira, talvez para facilitar uma fuga, alegando curiosidade ou um surto psicótico. Para piorar, seu filho Flávio, o 01, organizou uma vigília de protesto em frente à casa do pai. É difícil de engolir, e, com o histórico que todos conhecem, o ministro Xandão não gostou nada da farsa.
O mais digno e menos constrangedor seria ele fazer como Lula: respeitar o rito e começar a cumprir a pena pelos próprios erros. Mas seria cômico se não fosse trágico, pois agora perderá a prisão domiciliar e deverá cumprir pena preso — seja na PF ou na Papudinha, que tem uma estrutura muito mais confortável que a da maioria dos presos do país, excetuando-se a pena do ex-presidente Collor de Mello.
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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