Primeiros movimentos no caso Master: Mendonça assume relatoria e chama delegados da PF para reunião no Supremo

O encontro marca o primeiro movimento formal de Mendonça após assumir a relatoria do inquérito, que anteriormente estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli. A reunião teve como objetivo atualizar o novo relator sobre o estágio das diligências, os relatórios já produzidos e os próximos passos da apuração.

Atualização técnica do inquérito

Segundo informações apuradas, a reunião teve caráter técnico. Delegados responsáveis pelo caso apresentaram ao ministro um panorama das provas coletadas até o momento, incluindo análises de dispositivos eletrônicos, movimentações financeiras e eventuais conexões investigadas.

Como novo relator do caso Master no STF, Mendonça passa a ser responsável por autorizar novas diligências, avaliar pedidos de prorrogação de prazo e decidir sobre medidas cautelares eventualmente solicitadas pela Polícia Federal ou pela Procuradoria-Geral da República.

A iniciativa de convocar os delegados é interpretada como sinal de que o ministro pretende compreender integralmente o material antes de proferir decisões relevantes.

Mudança de relatoria e novo ritmo processual

A redistribuição do processo ocorreu após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria. Com isso, o inquérito foi submetido ao sistema eletrônico do Supremo, que sorteou André Mendonça como novo responsável.

Especialistas avaliam que a troca pode influenciar o ritmo do processo. Cada ministro imprime estilo próprio na condução de investigações complexas, especialmente quando envolvem instituições financeiras e possíveis autoridades com foro.

A atuação de Mendonça no STF caso Master será observada de perto, tanto pelo meio jurídico quanto pelo mercado financeiro.

Possíveis desdobramentos

Entre os pontos que podem avançar nas próximas semanas estão:

– Análise de pedidos de compartilhamento de provas
– Avaliação sobre manutenção ou flexibilização de sigilo
– Decisão sobre eventuais novas diligências
– Exame de relatórios complementares da PF

O novo relator também poderá solicitar manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de qualquer decisão de maior impacto.

Impacto institucional

O caso Master ganhou repercussão após menções em relatórios da investigação. Embora não haja denúncia formal contra autoridades até o momento, o processo envolve temas sensíveis, o que elevou a atenção interna no Supremo.

Ao se reunir com delegados da Polícia Federal, Mendonça sinaliza que pretende dar continuidade técnica ao inquérito, evitando paralisações após a mudança de relatoria.

A condução do processo poderá definir os próximos capítulos da investigação envolvendo o Banco Master e eventuais desdobramentos judiciais.

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