Entre Lula e Flávio Bolsonaro: o país dividido diante de mais uma eleição decisiva
Voltemo-nos para o nosso Brasil. Apesar dos pesares e das loucuras de Donald Trump às voltas com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, também enfrentaremos eleições extremamente difíceis por aqui, polarizadas entre a extrema direita e Lula. De um lado, Flávio Bolsonaro e sua defesa do “legado” de seu pai, o presidente que conseguiu perder a reeleição sentado na cadeira. Do outro, Lula que, apesar de apresentar certo desgaste natural de tantos anos na política, ainda possui um amplo acervo de programas sociais.
Enquanto escrevo, observo a pesquisa mais recente que aponta 44% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro. Considero isso relativamente normal, pois o país está dividido desde que Cabral aportou em nossas praias e o primeiro navio negreiro chegou às nossas costas algumas dezenas de anos depois. Ainda temos uma sociedade desigual, resultado da insensibilidade de nossas elites, historicamente inclinadas à concentração de poder e renda.
O fato é que novamente nos encontramos em uma encruzilhada. Apesar de sermos o celeiro do mundo, de termos grandes reservas de petróleo e importantes recursos minerais estratégicos, o cenário internacional tornou-se mais brutal. Há líderes dispostos a incendiar países e tencionar ainda mais o ambiente global. Espera-se que, diante disso, tanto a direita quanto a esquerda no Brasil compreendam que a nação é maior do que quaisquer ambições políticas.
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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