Eleições Antes do Tempo: O Embate entre Direitos Trabalhistas e Estratégias Políticas


As campanhas eleitorais no Brasil, infelizmente, foram antecipadas. De um lado, a direita e a extrema direita, como siameses, têm Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Zema, que necessariamente terão que cometer autofagia (ato de se consumirem) para que reste apenas um, como em Highlander. Para eles, não existe outra estratégia possível. Antes disso, porém, precisam se posicionar como profetas da catástrofe.

Do outro lado, temos uma tacada do governo que é um anseio antigo dos trabalhadores do Brasil: o fim da jornada de trabalho 6/1, que é uma das poucas formas de o brasileiro comum ter uma vida razoável e digna. 

Afinal, passar quatro horas por dia em um ônibus e ainda enfrentar oito horas de trabalho diário remete a uma mentalidade do início do século, quando se trabalhava 10, 12, 14 horas, sem muitos direitos conquistados.

A luta da direita será essa: impedir esse sonho, recorrendo ao mesmo discurso dos senhores de escravos — “se acabar com a escravidão, o Brasil acaba”, diziam eles.

Também já não suportam a redução do Imposto de Renda para as classes B e C, que beneficiará, indiretamente, a classe D.

O governo Lula apresenta melhoras, seja na inflação, na redução do desemprego ou nos programas sociais, que são sua principal bandeira e vêm se expandindo pelo país, apesar de uma guerra batendo às portas.

Neste momento, cabe tentar construir unidade, além de o governo criar dispositivos que nos protejam, apesar da venda, pelo governo passado, dos gasodutos por um valor inferior ao de mercado, obrigando o país a pagar aluguel por estruturas que eram nacionais. Mas isso é história para outro dia.

Foto do Colunista

EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

Leia +

Não vá ainda!

Veja o que está em destaque