Ministro sugere força-tarefa para identificar deep fake nas eleições

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, propôs a criação de uma força-tarefa especializada em identificar deep fakes e outras formas de desinformação digital durante o período eleitoral. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira em Brasília, em evento sobre segurança cibernética e proteção das eleições.

De acordo com o ministro, a proposta visa fortalecer os mecanismos do governo e de órgãos públicos para monitorar, detectar e responder rapidamente a conteúdos manipulados digitalmente, conhecidos como deep fake, que podem influenciar o debate político e confundir eleitores.

Segundo a proposta apresentada, a força-tarefa seria composta por especialistas em tecnologia, representantes de plataformas digitais, órgãos de fiscalização e membros do governo, com o objetivo de integrar ações de prevenção, detecção e resposta em tempo real.

Flávio Dino afirmou que a medida é uma resposta à “evolução das ameaças à integridade das eleições” e destacou a importância de proteger a segurança da informação e a confiança dos cidadãos no processo democrático. “Não podemos permitir que tecnologias usadas de forma maliciosa comprometam a vontade popular e a lisura das urnas”, disse o ministro.

A iniciativa deve ser discutida com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem competência para regulamentar aspectos técnicos das eleições, e com outros órgãos públicos na próxima semana. A proposta também prevê o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial e parcerias internacionais para ampliar a capacidade de identificação de conteúdos falsos.

Especialistas em direito digital ouvidos pelo governo apontam que deep fakes representam um dos desafios mais complexos na era da informação, pois permitem simular discursos de figuras públicas, vídeos adulterados e mensagens enganosas com aparência realista, dificultando a detecção pelo público geral.

A criação da força-tarefa surge em um momento em que o Brasil se prepara para as disputas eleitorais de 2026, com atenção crescente às estratégias de combate à desinformação e promoção de transparência nas plataformas digitais.

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