O Congresso em Xeque e o Rio no Centro do Tabuleiro Eleitoral

Esta semana tivemos a oportunidade de testar limites. Um exemplo foi o projeto de distribuição de gás, que com certeza irá desafogar, ainda que parcialmente, uma parcela significativa da sociedade que está à margem dela ou em situação de desalento. 

Pois bem, mais de duas dezenas de parlamentares votaram contra esse importante projeto social. O que impressiona é que esses parlamentares de direita, muitos deles campeões de votos, certamente esconderão esses detalhes em suas biografias.

Por outro lado, o Rio de Janeiro não decepciona. A Polícia Federal chegou aos calcanhares de Cláudio Castro em sua relação nada institucional com o Banco Master e suas “tenebrosas transações”. 

Já não é de hoje que a classe política brasileira, e especificamente a do Rio de Janeiro, tornou-se referência antiética para o país, seja em conluio com a criminalidade, com o tráfico ou com algo ainda pior, se é que isso é possível.

Como a democracia possui seus próprios dispositivos de preservação, teremos em outubro eleições para renovar o Congresso, dois terços do Senado, as câmaras estaduais e a Presidência da República.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes desponta como o grande jogador, aguardando quem subirá ao ringue, já que as pesquisas lhe dão larga vantagem e, sinceramente, seus concorrentes se mostram frágeis. O certo é que teremos eleições conturbadas, com deputados enfrentando enormes dificuldades para justificar seus votos e pedir novamente a confiança dos eleitores.

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EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

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