Lula pressiona por reforma da ONU e quer Brasil entre membros permanentes do Conselho de Segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Organização das Nações Unidas precisa passar por uma reforma estrutural para se tornar mais representativa e eficaz diante dos desafios globais atuais. A declaração foi feita durante agenda oficial ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em meio à intensificação do debate sobre a modernização do Conselho de Segurança.

Segundo Luiz Inácio Lula da Silva, a configuração atual da ONU não reflete o equilíbrio geopolítico do século XXI. O presidente defendeu a ampliação do Conselho de Segurança com a inclusão de países do chamado Sul Global, como Brasil e Índia, entre os membros permanentes. Para ele, a falta de representatividade compromete a legitimidade da organização na mediação de conflitos internacionais.

Narendra Modi também reiterou apoio à reforma, alinhando a posição indiana à brasileira. A proposta defendida pelos dois líderes envolve tanto a ampliação do número de assentos permanentes quanto o fortalecimento da participação de países emergentes nas decisões estratégicas da organização.

Criada em 1945, a ONU mantém até hoje a estrutura original de membros permanentes no Conselho de Segurança: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Especialistas apontam que a ausência de países da América Latina e da África como membros permanentes é um dos principais pontos de pressão por mudanças.

Luiz Inácio Lula da Silva argumentou que, sem uma reforma, a ONU corre o risco de perder relevância em um cenário internacional marcado por guerras regionais, tensões comerciais e disputas geopolíticas crescentes. O presidente também defendeu maior capacidade da organização para atuar na prevenção de conflitos e na promoção da paz.

A pauta da reforma da ONU é histórica na diplomacia brasileira e voltou ao centro do debate com o fortalecimento da cooperação entre economias emergentes. A aproximação entre Brasil e Índia reforça o movimento por uma nova arquitetura institucional mais alinhada à realidade demográfica e econômica global.

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