IGP-M avança em janeiro, mas inflação do aluguel perde ritmo em 12 meses
De acordo com a FGV, o resultado mensal foi influenciado principalmente pelo avanço dos preços no atacado, especialmente de matérias-primas e insumos industriais. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem maior peso no IGP-M, voltou a exercer pressão após meses de comportamento mais moderado.
Já no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve contribuição mais contida, refletindo a desaceleração em grupos como alimentação e serviços. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também mostrou variação moderada, com impacto limitado sobre o resultado geral.
No acumulado de 12 meses, a inflação do aluguel segue em trajetória de desaceleração, o que tende a reduzir reajustes de contratos atrelados ao IGP-M. Economistas avaliam que a combinação de atividade econômica mais fraca e política monetária restritiva tem ajudado a conter pressões inflacionárias mais persistentes.
O IGP-M é amplamente utilizado para o reajuste de contratos de aluguel, tarifas públicas e serviços, e seu comportamento ao longo dos próximos meses será acompanhado de perto por inquilinos, proprietários e pelo mercado financeiro.
