Banco Central endurece supervisão sobre empresas de tecnologia ligadas a bancos
De acordo com o BC, as medidas ampliam a responsabilização das instituições contratantes e impõem critérios mais rigorosos de governança, gestão de riscos, proteção de dados e planos de continuidade de negócios aos fornecedores de TI, especialmente aqueles considerados críticos para o funcionamento do sistema financeiro.
A regulamentação também reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos prestadores, prevendo obrigações de auditoria, testes periódicos de segurança e comunicação imediata de incidentes relevantes. O Banco Central avalia que a crescente digitalização dos serviços financeiros aumentou a exposição a falhas tecnológicas e ataques cibernéticos, o que exige maior controle regulatório.
Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o objetivo é preservar a estabilidade financeira, a confiança dos usuários e a resiliência do sistema, sem inibir a inovação. As novas regras seguem padrões internacionais adotados por autoridades monetárias em mercados avançados.
O BC informou que haverá prazo de adaptação para instituições financeiras e empresas de tecnologia, com implementação gradual das exigências. O descumprimento poderá resultar em sanções administrativas, incluindo multas e restrições operacionais.
