Analistas cortam previsão do IPCA de 2026 para 4,05%, aponta Focus

O mercado financeiro reduziu para 4,05% a expectativa de inflação para 2026, segundo dados do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto. A nova projeção representa uma queda em relação à estimativa anterior e sinaliza uma percepção mais favorável sobre o controle dos preços no médio prazo.

O levantamento reúne previsões de economistas de bancos, gestoras e consultorias e é considerado a principal referência do mercado para expectativas macroeconômicas. Mesmo com a redução, a projeção para 2026 segue acima do centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A política de combate à inflação é conduzida pelo Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa básica de juros, a Selic. O colegiado avalia que as expectativas inflacionárias têm papel central nas decisões sobre o aperto ou afrouxamento monetário.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a área econômica, comandada pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad, tem destacado a importância da ancoragem das expectativas para permitir a continuidade do ciclo de redução dos juros sem comprometer o controle da inflação.

Além do IPCA de 2026, o boletim Focus também monitora projeções para crescimento econômico, taxa de juros e câmbio, que seguem sendo ajustadas semanalmente conforme a leitura do mercado sobre o cenário fiscal e monetário do país.

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