Tarcísio diz que direita deve definir candidato à Presidência até março e defende liderança de Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (26) que o campo da direita deve se organizar e lançar um candidato à Presidência da República até março de 2026. A declaração foi feita durante o UBS WM Latin America Summit, evento promovido pelo banco suíço Union Bank of Switzerland.
Em seu discurso, Tarcísio adotou tom de pré-candidato ao dizer que “vai dar tempo” de consolidar um projeto eleitoral competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do próximo ano. Ele afirmou que a direita apresentará ao país um plano baseado em pilares liberais, conservadores e de desburocratização.
Segundo o governador, mesmo que o nome seja anunciado apenas no início de 2026, há tempo suficiente para estruturar a campanha. Ele também reforçou a necessidade de respeitar “a liderança construída por Jair Bolsonaro”, preso desde dezembro, para garantir a unidade do grupo.
“O campo da direita vai apresentar um projeto para o Brasil. Esse projeto será vencedor no ano que vem. Não tenham dúvida, nós vamos livrar o Brasil do PT”, declarou.
Cobrado por empresários presentes sobre a necessidade de previsibilidade e antecipação do nome, Tarcísio respondeu que o anúncio deverá ocorrer até março.
Ao falar sobre sua própria candidatura, o governador não confirmou nem descartou que possa ser o escolhido. Afirmou apenas que é preciso “pacificar arestas” e que Bolsonaro terá papel decisivo nesse processo. “Tem um respeito pela liderança que o Bolsonaro construiu. Ele precisa ser respeitado para contar com esse capital político. Essa liderança será importante para pacificar algumas arestas”, disse.
Tarcísio argumentou que o campo da direita já está se movimentando nos bastidores e pediu calma ao mercado e ao eleitorado. “Não tenham ansiedade. Pode ser janeiro, fevereiro ou março. Vai dar tempo. A gente precisa é do projeto vitorioso.”
Durante sua participação no evento, o governador também defendeu as privatizações e concessões adotadas em São Paulo. Ele afirmou que o setor privado tem capacidade superior à do Estado para administrar serviços e destacou a expansão das PPPs na área da educação.
“O privado faz quase tudo melhor que o Estado. O Estado tem que ser regulador. O que a gente puder passar para o privado, nós vamos passar, porque vai dar resultado”, afirmou.
