Antifacção Sob Fogo Cruzado: Derrite se Complica, Hugo Mota se Enfraquece e o Planalto Observa
O projeto antifacção, considerado a menina dos olhos do governo federal, foi entregue por Hugo Mota ao principal adversário do presidente Lula. O pior é que Guilherme Derrite, secretário de Segurança de São Paulo, demonstrou completo despreparo ao propor a proibição do uso de bens apreendidos pela polícia de narcotraficantes, retirar todos os poderes investigativos da Polícia Federal e ainda determinar que a PF só investigue se as Polícias Militares estaduais permitirem. Isso facilitaria o contrabando, a lavagem de dinheiro e permitiria ao tráfico desfazer-se de recursos antes do flagrante.
Guilherme Derrite, um policial expulso da Rota (PM paulista), que se orgulha de ter matado dezenas de pessoas — entre elas bandidos — tenta montar um projeto de lei que, por absoluta incompetência, virou uma “Geni”, rejeitado por todas as correntes políticas.
Até o Centrão, que costuma negociar tudo, recusou. No fim das contas, Derrite está politicamente perdido, sem saber o que fazer com um projeto que nem partiu dele, transformando-o em um verdadeiro Frankenstein.
E não para por aí. O responsável pela ideia de entregar a iniciativa do projeto — concebido no governo federal e deformado por Derrite — foi Hugo Mota, presidente da Câmara e figura subserviente às forças mais obscuras da Casa.
Recentemente, ele foi impedido de sentar na cadeira da Presidência, algo que não ocorreria caso tivesse honra e coragem para se impor. Acabou recorrendo ao seu mestre, Arthur Lira. Mas o troco virá: Hugo Mota precisará de Lula, apoio que dificilmente terá. Como diz o ditado, “a política gosta da traição, mas odeia o traidor.”
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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