Entre cortes sociais e incentivos bilionários: a contradição das prioridades no Congresso
A direita faz das suas novamente. Apesar de pressionar o governo federal a cortar custos em programas sociais, como Bolsa Família, INSS e outros, aprovou benefícios ao agronegócio e a alguns segmentos específicos que poderão gerar um impacto de quase R$ 300 bilhões nas contas públicas, dificultando ainda mais as finanças do país.
O mais curioso é que seus representantes não se cansam de denunciar o governo atual pelas supostas gastanças com projetos sociais. É difícil compreender essa postura adotada por parte da direita e da extrema direita brasileiras.
Neste ano, o Centrão extrapolou em sua atuação. Sejam as novas isenções concedidas a denominações religiosas sem a devida fiscalização, sejam os bilhões destinados ao agronegócio, o fato é que, enquanto isso, a agricultura familiar precisa se desdobrar para alimentar milhões de brasileiros.
Nada contra o agronegócio, mas a Embrapa, verdadeira responsável pelo grande salto de produtividade do setor no Brasil, conta apenas com a sensibilidade social demonstrada pelo governo atual. Assim, torna-se difícil ampliar investimentos enquanto o Congresso Nacional continua aprovando medidas que pressionam as contas públicas, demonstrando uma responsabilidade fiscal que, para muitos, deixa a desejar.
Cabe ao eleitor exercer maior responsabilidade ao escolher a composição do Congresso Nacional e exigir que os Poderes Judiciário e Executivo também se comportem de forma compatível com os interesses da população e com a necessidade de equilíbrio institucional e fiscal.
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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