A Mulher de César e o Caso Jaques Wagner: Quando a Aparência Também Importa na Política

Julio César disse certa vez: "Não basta a mulher de César ser honesta; ela tem que parecer honesta". O caso de Jaques Wagner serve de exemplo para a política nacional. Mesmo não havendo coincidência de fatos e apesar de os acontecimentos remontarem a cinco anos antes do escândalo Master, que está levando a candidatura de Flávio Bolsonaro e de Vorcaro à sepultura política, exemplos precisam ser dados, pois existe um projeto nacional em jogo.

Mesmo que Flávio Bolsonaro sequer tenha sido citado pelo mesmo ministro, André Mendonça, que determinou busca na residência e em contas bancárias de Jaques Wagner, caracterizando, para muitos, dois pesos e duas medidas entre os casos, ainda assim cabe ao senador Jaques Wagner se afastar do cargo que ocupa no governo. Tal medida ajudaria a aplacar o surto de moralidade da direita e de seu principal representante no momento, Flávio Bolsonaro, bem como de sua extensa "rabiola", ou seja, o rastro deixado por sua trajetória política no Rio de Janeiro.

Jaques Wagner deve sair ou, pior, ser retirado do cargo, para não colocar o governo sob artilharia pesada. Situação semelhante ocorreu com Henrique Hargreaves, ministro de Itamar Franco, que, à época, licenciou-se do cargo, comprovou sua inocência e posteriormente retornou ao ministério.

Apesar da longa amizade que o presidente Lula nutre por Jaques Wagner, ele tem que rodar!

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EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

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