Redução da Jornada de Trabalho Volta ao Debate e Pressiona Setores Políticos

Nesta semana, começa a ser discutida a redução da jornada de trabalho. Atrasada como sempre, a elite brasileira começa a aceitar o inevitável — algo que a Europa já resolveu há décadas. No entanto, grande parte dos empresários brasileiros prefere seguir como referência os Estados Unidos, com seu sistema de trabalho frequentemente criticado como semi-escravocrata.

O Centrão, que é o braço do mercado (Faria Lima), mantém a mesma proposta defendida desde o fim da escravidão em 1888: transferir para o contribuinte, por meio de mais impostos, os custos dessas mudanças. 

Servidores públicos, sejam municipais, estaduais, federais ou de estatais, já trabalham, em sua maioria, na escala 5x2. Ou seja, o impacto recairá principalmente sobre a iniciativa privada, cuja solução tende a ser a solicitação de mais isenções ao governo.

A escala 6x1 só será superada com manifestações de apoio dos trabalhadores e trabalhadoras, já que a direita brasileira costuma se sensibilizar apenas quando há pressão do empresariado. Ainda assim, há expectativa de que a proposta seja aprovada neste ano, não necessariamente pelo envolvimento do Centrão, mas pela proximidade do processo eleitoral.

Como diz o ditado: “em época de eleição, até boi dá leite; depois, nem a vaca”. O desgaste de um candidato que bater à porta pedindo votos após ter se posicionado contra a redução da jornada de trabalho pode ser significativo, podendo até ser fatal para sua carreira política.

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EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

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