Governo prepara novo Desenrola para incluir informais e ampliar acesso ao crédito no Brasil
Diferentemente das fases anteriores, que priorizavam consumidores com dívidas em atraso, o novo modelo deve contemplar também o público considerado “adimplente”, ou seja, que mantém seus pagamentos em dia. A ideia é criar condições mais vantajosas de crédito e renegociação, ampliando o acesso financeiro para milhões de brasileiros.
Outro foco importante é a inclusão de trabalhadores informais, que historicamente enfrentam dificuldades para obter crédito por não possuírem comprovação de renda formal. O governo avalia mecanismos para viabilizar a participação desse grupo, como critérios alternativos de análise de risco e histórico financeiro.
Especialistas apontam que a medida pode representar uma mudança relevante na política de crédito no país, ao sair do modelo tradicional baseado apenas na inadimplência e avançar para um sistema mais amplo de inclusão financeira. O impacto esperado é positivo tanto para o consumo quanto para a atividade econômica.
Ao mesmo tempo, há desafios. A ampliação do programa exige equilíbrio para evitar aumento do endividamento entre pessoas que hoje estão com as contas organizadas. A definição de limites e critérios será fundamental para garantir sustentabilidade ao modelo.
Com aprofundamento do ND1:
O Desenrola surgiu como resposta ao alto nível de inadimplência no Brasil, oferecendo condições facilitadas para negociação de dívidas. A nova fase sinaliza uma evolução do programa, que passa a atuar também como ferramenta de expansão do crédito. A inclusão de trabalhadores informais representa um passo importante na tentativa de reduzir desigualdades no acesso ao sistema financeiro, mas também exige inovação nos mecanismos de avaliação de risco, já que esse público não segue os padrões tradicionais de renda formal.
O governo ainda deve detalhar as regras, incluindo critérios de elegibilidade, limites de crédito e forma de adesão. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra nas próximas semanas.
