Guerra e Interesses: O Que Está Por Trás do Conflito com o Irã

Muitos interesses nos levam a acreditar que o ataque ao Irã por Trump e Netanyahu tem como intuito impedir processos pessoais. No entanto, continuo acreditando que o que levou a essa estupidez cavalar foi, de um lado, Trump não querer responder sobre acusações de pedofilia e estupros e, do outro, Netanyahu, por medo de ir para a cadeia depois das atrocidades cometidas na Palestina, pois o canal de negociações com o Irã estava aberto, com o país cedendo o que podia. 

Os EUA querem a energia nuclear; Israel quer mais.

O Irã desenvolveu mísseis supersônicos e drones, que são os únicos armamentos que supostamente lhes garantiram certa segurança. Mesmo em meio às mesas de negociação, os EUA e Israel atacaram com toda a intensidade, matando um dos maiores líderes do Irã, um velho fundamentalista que já estava em processo de substituição por outro líder igualmente arcaico.

Trump e Netanyahu constroem a narrativa de vencedores de uma guerra que disseram que duraria poucas semanas. No entanto, acredito que o conflito pode se prolongar. De um passeio, a guerra está se transformando em um osso na garganta dos paladinos do Ocidente decadente ao encarar um Oriente Médio ainda preso a estruturas do século retrasado.

Esperemos e veremos, pois, se não houver um desfecho rápido, os dois se complicam e podem acabar chorando ao lado do túmulo de Ali Khamenei.

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EDUARDO DA SILVA

Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.

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