Projeção de inflação para 2026 cai para 4%, aponta mercado financeiro
O mercado financeiro reduziu para 4% a projeção de inflação para 2026, segundo estimativas mais recentes divulgadas por analistas e instituições financeiras. A revisão indica uma melhora nas expectativas em relação ao comportamento dos preços no médio prazo.
A redução da projeção é atribuída, principalmente, à expectativa de continuidade da política monetária restritiva, ao controle dos gastos públicos e a um cenário de crescimento econômico mais moderado nos próximos anos. Analistas também consideram a desaceleração da inflação de serviços e a estabilidade nos preços de commodities.
Apesar da melhora, a estimativa de 4% ainda permanece acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2026, o que mantém o tema no radar do Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto até o fim de seu mandato e, posteriormente, por seu sucessor indicado pelo governo federal.
Economistas avaliam que novas revisões dependerão do comportamento das contas públicas, do cenário internacional e das decisões futuras do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O Banco Central segue afirmando que as expectativas de inflação são um fator-chave para a condução da política monetária e que continuará atuando para garantir a convergência dos índices à meta ao longo do horizonte relevante.
