País lidera ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis

O Brasil continua sendo o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo, segundo levantamentos recentes de organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos. Os dados indicam que, apesar de avanços no debate público e em políticas de inclusão, a violência letal contra essa população segue em patamares alarmantes.

Relatórios apontam que a maioria das vítimas é composta por mulheres trans e travestis, frequentemente assassinadas em contextos de extrema violência, muitas vezes associada à transfobia, exclusão social e vulnerabilidade econômica. Os crimes ocorrem, em grande parte, em espaços públicos e têm alta taxa de impunidade.

Entidades como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) destacam que o cenário reflete a ausência de políticas públicas eficazes de proteção, além de dificuldades no acesso à educação, ao mercado de trabalho e à segurança. Segundo a organização, a subnotificação também é um problema, o que pode fazer com que os números reais sejam ainda maiores.

Especialistas afirmam que o enfrentamento da violência contra pessoas trans exige ações integradas do Estado, incluindo políticas de segurança pública, educação em direitos humanos, combate à discriminação e ampliação de oportunidades de inclusão social.

O governo federal tem reiterado compromissos com a promoção dos direitos da população LGBTQIA+, mas organizações da sociedade civil cobram medidas mais efetivas e contínuas para reduzir os índices de violência e garantir proteção à população trans e travesti em todo o país.

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