Groenlândia cobra proteção da Otan e reforça papel estratégico no Ártico

O governo da Groenlândia afirmou que o território deve ser defendido pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em meio ao aumento das tensões geopolíticas na região do Ártico. A declaração foi feita pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Múte Egede, que destacou a importância estratégica da ilha para a segurança internacional.

Segundo Egede, a Groenlândia, que é um território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca, integra a área de responsabilidade da Otan por meio da adesão dinamarquesa à aliança militar. Para o chefe de governo, a defesa do território não é apenas uma questão local, mas parte do sistema de segurança coletiva dos países aliados.

“A Groenlândia não pode ser tratada como um vazio estratégico. Nossa segurança está diretamente ligada à Otan”, afirmou Múte Egede, ao comentar a crescente presença militar de grandes potências na região do Ártico.

A Otan é comandada pelo secretário-geral Jens Stoltenberg, que tem reiterado a preocupação da aliança com a militarização da região ártica, especialmente diante das ações da Rússia e do aumento do interesse estratégico de outras potências globais.

A Groenlândia abriga uma base militar dos Estados Unidos, país-membro da Otan, considerada estratégica para sistemas de alerta e defesa no hemisfério norte. O território vem ganhando ainda mais relevância geopolítica por sua localização estratégica e pelo potencial de exploração de recursos minerais.

O posicionamento do governo groenlandês ocorre em um contexto de debates internacionais sobre soberania, defesa e segurança no Ártico, região cada vez mais disputada em razão das mudanças climáticas, da abertura de novas rotas marítimas e do avanço de interesses militares e econômicos.

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