Em Davos na Suiíça, Milei diz que chamar seus cães de “Lula” seria “insultá-los”

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), o presidente da Argentina, Javier Milei, fez uma declaração irônica ao comentar sobre sua relação com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser questionado em uma entrevista à Bloomberg se daria o nome “Lula” a um dos seus cães, Milei respondeu que jamais faria isso, por considerar um insulto às suas próprias mascotes. 

A provocação aconteceu nesta quinta-feira (22), quando o jornalista da Bloomberg, John Micklethwait, indagou o líder argentino sobre as diferenças políticas e ideológicas entre ele e o presidente brasileiro. Na resposta, Milei afirmou que nunca daria o nome de “alguém de esquerda” aos seus cães, porque os ama “muito para insultá-los”. 

A declaração faz alusão ao fato de que ele batizou seus próprios cães com nomes de economistas liberais, como Milton Friedman e Murray Rothbard, refletindo suas posições econômicas e filosóficas. 

Apesar do tom sarcástico, a entrevista também incluiu comentários mais sérios sobre a relação entre Argentina e Brasil. Milei afirmou que, apesar das divergências ideológicas, os dois países mantêm uma relação pragmática e “madura”, onde interesses econômicos e políticos maiores — como a cooperação no Mercosul — prevalecem sobre antagonismos pessoais ou partidários. 

Segundo o presidente argentino, os encontros entre líderes sul-americanos, inclusive no âmbito do Mercosul, continuam ocorrendo com regularidade, com foco em temas como comércio regional e negociações estratégicas. Milei ressaltou que as vidas de milhões de pessoas estão em jogo e que a cooperação entre os países vizinhos não pode ser orientada exclusivamente por disputas ideológicas. 

Na mesma entrevista, Milei também comentou sobre outros temas relevantes do cenário internacional. Ele elogiou a abordagem dos Estados Unidos em relação à Venezuela e afirmou que o trabalho americano no país sul-americano tem sido “excelente”. 

Em relação à China, o presidente argentino declarou que busca uma economia aberta, que depende de relações comerciais com grandes mercados, incluindo o país asiático, o que sinaliza um ajuste em sua postura diplomática anterior. 

A declaração sobre os cães marcou mais um episódio do estilo combativo e frequentemente irônico de Milei ao abordar contradições políticas, mesmo em eventos diplomáticos de alto nível como o Fórum de Davos, onde líderes mundiais debatem questões econômicas, sociais e geopolíticas.

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