Dinamarca alerta que ofensiva dos EUA contra parceiro da Otan ameaça a ordem internacional

O governo da Dinamarca alertou que um eventual ataque militar dos Estados Unidos contra um país parceiro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia representar o “fim de tudo” em termos de ordem internacional baseada em regras. A declaração foi feita nesta terça-feira por Lars Løkke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, ao comentar a escalada de tensões envolvendo ações militares unilaterais.

Segundo Rasmussen, uma ofensiva contra um aliado ou parceiro estratégico da Otan colocaria em xeque os próprios fundamentos da aliança militar, criada para garantir defesa coletiva e cooperação entre países democráticos. Para o chanceler dinamarquês, esse tipo de ação abriria um precedente extremamente perigoso, com impactos diretos na segurança global.

“A Otan existe para garantir que disputas sejam resolvidas dentro de marcos políticos e jurídicos. Um ataque desse tipo significaria romper com tudo o que foi construído desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, afirmou o ministro, sem citar nominalmente qual país estaria no centro das preocupações.

A manifestação da Dinamarca ocorre em meio ao aumento das críticas internacionais à política externa dos Estados Unidos, especialmente após operações militares recentes que, segundo aliados europeus, não passaram por consultas multilaterais adequadas.

Integrante da Otan desde 1949, a Dinamarca tem defendido publicamente o fortalecimento do multilateralismo e o respeito ao direito internacional. O governo dinamarquês avalia que qualquer ruptura dentro da aliança pode enfraquecer a credibilidade do bloco e estimular novos conflitos em diferentes regiões do mundo.

Autoridades europeias também demonstraram preocupação semelhante nos bastidores diplomáticos, temendo que ações unilaterais de grandes potências acelerem um processo de fragmentação da ordem internacional vigente.

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