Acordo Mercosul-UE dará ao Brasil acesso a 36% do comércio mundial, aponta CNI
De acordo com a CNI, a soma dos mercados do Mercosul e da União Europeia cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ampliando oportunidades para exportações industriais, atração de investimentos e integração às cadeias globais de valor. A entidade destaca que o acordo reduz barreiras tarifárias e aumenta a previsibilidade das relações comerciais.
A confederação avalia que setores como indústria de transformação, agronegócio e serviços devem ser diretamente beneficiados, com ganhos de competitividade e acesso a um mercado de alto poder de consumo. Para a CNI, o tratado também estimula a modernização produtiva e a adoção de padrões internacionais.
Segundo a entidade, o acordo ainda reforça o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com o comércio baseado em regras, em um cenário internacional marcado por disputas comerciais e protecionismo. A CNI ressalta que o entendimento inclui capítulos sobre sustentabilidade, comércio e cooperação regulatória.
A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia depende agora dos processos de ratificação nos países dos dois blocos. Para a CNI, a conclusão desse processo é fundamental para que o Brasil aproveite plenamente os benefícios do tratado e fortaleça sua posição no comércio internacional.
