Da Câmara ao Senado: Como o Fim da Jornada 6x1 Ficou Pelo Caminho
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| Foto: Congresso / Divulgação |
Aprovada na Câmara Federal por pressão da sociedade, o projeto de lei que prevê o fim da jornada 6x1 subiu no telhado. Subiu porque o Senado, que é a casa de coronéis, fazendeiros e da suposta burguesia conservadora, representantes dos mais altos escalões da plutocracia nacional, fez prevalecer outra realidade.
O presidente do Senado, Alcolumbre, um político medíocre alçado à mais poderosa cadeira do Parlamento, fez o que seus apoiadores impuseram.
O fim da jornada 6x1, já extinta em dezenas de países e uma reivindicação histórica da classe trabalhadora desde o século passado, mais uma vez é traído por quem se elegeu baseado em promessas que esqueceu assim que se sentou na cadeira. Alcolumbre joga no esgoto da história sua biografia raquítica e subserviente.
Fica mais difícil agora, já que, provavelmente, será colocada em pauta a votação do Senado, que será renovado em sua maioria. O episódio também serve como mais um alerta ao eleitor. Reclamamos em bares, igrejas, varandas e em tantos outros lugares sobre a baixa qualidade ética ou mesmo intelectual de nossos representantes parlamentares.
No entanto, o Congresso é eleito por nós; não são alienígenas que os escolhem. Cabe a você, a mim e a todos nós escolhermos melhor para, depois, não fazermos como Madalenas: reclamar e reclamar das nossas próprias escolhas.
EDUARDO DA SILVA
Um apaixonado por política, um profundo conhecedor dos temas centrais brasileiro e sempre disposto a analisar sem paixões, mas buscando a razão.
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