Trump critica ataque de Israel a Beirute e afirma que ação atrasou acordo entre EUA e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o ataque realizado por Israel contra Beirute, no Líbano, ocorrido neste domingo (14), afirmando que a ofensiva prejudicou as negociações diplomáticas em andamento para um acordo entre Washington e Teerã.

Em entrevista ao portal Axios, Trump revelou que ficou profundamente irritado com a decisão do governo israelense de realizar a ação militar justamente quando as conversas para encerrar a crise no Oriente Médio se aproximavam de um desfecho. Segundo o líder norte-americano, o episódio gerou instabilidade e atrasou em algumas horas a conclusão do entendimento entre os Estados Unidos e o Irã.

Durante a conversa, Trump afirmou que não conseguia acreditar que o ataque tivesse sido autorizado naquele momento e demonstrou insatisfação diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conhecido pelo apelido de "Bibi".

De acordo com o presidente norte-americano, a ofensiva foi desnecessária e acabou criando um novo foco de tensão justamente quando as negociações caminhavam para um consenso. Em uma publicação feita anteriormente na plataforma Truth Social, Trump já havia afirmado que o bombardeio não deveria ter acontecido por comprometer os esforços para estabilizar a região.

Apesar das críticas ao governo israelense, Trump reforçou que o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã continua de pé e deverá seguir normalmente. Segundo ele, o entendimento representa uma oportunidade para reduzir as tensões no Oriente Médio e fortalecer os mecanismos de controle sobre o programa nuclear iraniano.

O presidente norte-americano destacou que o acordo prevê medidas que impediriam Teerã de desenvolver armas nucleares, incluindo o descarte de material nuclear considerado sensível e a realização de inspeções surpresa em instalações estratégicas do país.

As declarações de Trump evidenciam um raro momento de divergência pública entre Washington e o governo de Benjamin Netanyahu, tradicional aliado dos Estados Unidos na região. Mesmo assim, a Casa Branca mantém o objetivo de concluir o acordo diplomático com o Irã, apostando que o entendimento poderá contribuir para evitar uma escalada ainda maior dos conflitos no Oriente Médio.

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