STF forma maioria para derrubar lei de SC que proibia cotas raciais em universidades

Ministros entendem que norma estadual fere a Constituição e políticas de igualdade racial no ensino superior

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para derrubar uma lei do estado de Santa Catarina que proibia a adoção de cotas raciais em universidades públicas. A decisão representa mais um capítulo no debate nacional sobre políticas de inclusão no ensino superior.

Até o momento, a maioria dos ministros votou pela inconstitucionalidade da norma, entendendo que a lei estadual viola princípios fundamentais da Constituição, como a promoção da igualdade e o combate à discriminação.

O relator do caso, Edson Fachin, argumentou que políticas de ação afirmativa, como as cotas raciais, são instrumentos legítimos para corrigir desigualdades históricas no acesso à educação.

Segundo o ministro, estados não podem criar leis que impeçam a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão, especialmente quando essas políticas já foram reconhecidas como constitucionais pelo próprio STF em decisões anteriores.

A discussão também envolve a autonomia universitária, já que instituições de ensino superior possuem liberdade para adotar critérios de ingresso que promovam diversidade e equidade entre os estudantes.

A lei catarinense havia gerado controvérsia ao proibir explicitamente o uso de critérios raciais em processos seletivos, contrariando diretrizes nacionais e decisões anteriores da Corte.

Especialistas apontam que a tendência é que o entendimento do STF reforce a validade de políticas de cotas em todo o país, consolidando o papel dessas ações na redução de desigualdades sociais e raciais.

A decisão ainda será finalizada após o voto de todos os ministros, mas a maioria formada já indica o posicionamento da Corte sobre o tema.

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